terça-feira, julho 31, 2007

"Gato" - aka "Cock Norris" R.I.P .../2007



hoje, a minha homenagem a um companheiro fiel,
voltava sempre... agora, foi-se de vez.

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Há dias assim, numa taberna dos Anjos fala-se de
muita coisa todas as semanas e hoje comentava-se
o comportamento das gatas durante a fase do cio.
Eu referi que o meu gato tem estado em viagem
de negócios, normalmente demora meses.
De regresso, arrastando-me como alguém que
regressa de uma taberna, aproximo-me da porta do meu
prédio e lá está ele miando pelo conforto do lar.
Como curiosidade, este gato, de nome "Gato", parte em
viagem pelos quintais traseiros, e volta, como
pessoa educada que é pela porta da frente.
Quem o conhece sabe que esta é uma história
real. Agora dorme. Sabe-se lá por quanto tempo...
Gouache sobre papel, inédito, sem data
- quinta feira, 9 de Março de 2006

/My cat is back!
gouache on paper, unpublished, no date

9 comentários:

josé feitor disse...

É esse lado errático dos gatos que nos atrai, para além, obviamente, dos seus sonos desconcertantes. Que inveja!

JMP disse...

Agora que ele regressou, espera que ele esteja adormecido no sofá e grita muito alto "CHUCK NORRIS"!

Filipe Abranches disse...

Estava indeciso entre atirar-lhe com uma gata carenciada de que se tem falado ou trazer os gaiteiros da terrinha que se orgulham de não trazer cueca por baixo do saiote. Não haverá sono que resista a qualquer das hipóteses....ainda nas private jokes.

andré lemos disse...

E ainda por cima, qual coincidência macaca, hoje é o dia de aniversário do Chuck Norris ele mesmo-66 anitos de vida na selva e pontapés na jugular.

mmmnnnrrrg disse...

ei! Deus não precisa do Gato! Nem do Chuck Norris! Vai ser uma gata casta, de boas maneiras e pensamentos limpos! Gato vagabundo! até amanhã pessoal! tragam foto, factura da água e BI!

josé louro disse...

Ao contrário de gatos, fascinam-me as ilustrações.

JMP disse...

O Cock Norris foi um exemplar cidadão. Diria mesmo que ele se afirmou como paradigma de horizontalidade, e arremesso de coragem existencial de quatro patas. A cidade branca vai sentir a sua falta, tal como ele sentiu a falta de Bergman e Antonioni: a ponto de não os querer perder de vista, seguindo-os pela penumbra.

ardosia disse...

Nesta hora triste junto-me a vós nas vossas orações...

Rita Oliveira Dias disse...

Oh, que triste. São mais felizes livres mas duram muito menos, acabo por os prender...